Ênfase em normas e segurança na tecnologia de autocarros elétricos
Nos últimos anos, a produção de autocarros elétricos tem-se concentrado na conformidade com normas técnicas, a par de metas de sustentabilidade ambiental no transporte público urbano, na tecnologia de baterias e nos requisitos de segurança e funcionalidade em sistemas de propulsão de alta tensão. Essa transformação tem tornado cada vez mais relevantes tanto os programas de desenvolvimento domésticos como o alinhamento com normas internacionais.

Fundamentos técnicos em propulsão, baterias e gestão de energia
Nas plataformas de autocarros elétricos, os módulos de bateria, a eletrónica de potência e as unidades de controlo precisam de ser desenvolvidos em conformidade com critérios como alta tensão, gestão térmica, segurança das baterias e eficiência energética. Os sistemas de gestão térmica das baterias são críticos em termos de vida útil e segurança; a literatura inclui avaliações sobre a faixa ideal de operação das baterias de iões de lítio e a importância da gestão térmica.
Além disso, nos sistemas de travagem e de gestão de energia, a implementação de mecanismos de proteção e de controlos de segurança para a operação segura dos sistemas de baterias e de controlo do veículo — em particular em sistemas de alta tensão — é considerada uma prioridade.

Segurança funcional: aplicação da ISO 26262
Nos autocarros elétricos, a norma internacional ISO 26262 destaca-se como o referencial aplicável de segurança funcional para o setor automóvel, com o objetivo de assegurar a segurança dos sistemas elétricos/eletrónicos (E/E). A ISO 26262 estabelece um ciclo de vida de segurança que abrange hardware, software, integração de sistemas, produção, operação e processos de serviço. Dessa forma, procura-se a operação segura de componentes E/E críticos, como sistemas de gestão de baterias (BMS), sistemas de controlo de travagem–propulsão e linhas de alta tensão.
Em particular na gestão de baterias, podem ser aplicados sistemas eletrónicos de controlo e proteção contra riscos como sobrecarga, sobreaquecimento, curto-circuito, sobrecarga e descarga excessiva. Essas proteções visam assegurar a segurança tanto na utilização diária como em condições de falha.

Segurança das baterias e gestão do risco de incêndio
Em veículos elétricos, as baterias — especialmente as células de iões de lítio — podem apresentar risco de incêndio em função do ambiente de operação, da temperatura e dos ciclos de carga/descarga. Por esse motivo, os fabricantes alojam os conjuntos de baterias em invólucros selados e implementam medidas de segurança como isolamento em linhas de alta tensão, monitorização térmica e mecanismos de desligamento de emergência.
Os sistemas de gestão térmica são essenciais para o desempenho e a segurança das baterias — é necessária a otimização de parâmetros como vida útil, número de ciclos e estabilidade térmica, bem como a prevenção de potenciais cenários de sobreaquecimento ou de fuga térmica.

Infraestrutura de carregamento, normas e necessidade de integração
Na integração de autocarros elétricos no transporte público, não apenas a segurança do veículo, mas também a segurança e a conformidade normativa da infraestrutura de carregamento, dos sistemas elétricos/eletrónicos e da gestão de baterias são relevantes. Dessa forma, pode ser estabelecido um ecossistema seguro e compatível entre veículos e infraestrutura. A comunidade de veículos elétricos e as entidades de normalização técnica consideram crítico o desenvolvimento desse alinhamento.

Autocarros elétricos em conformidade com normas — um passo fundamental para um transporte sustentável e seguro
Na produção de autocarros elétricos, quando a segurança das baterias, os sistemas de alta tensão, a eficiência energética, a gestão térmica, o desempenho ambiental e a segurança funcional dos sistemas E/E — todos esses componentes técnicos — são tratados em conformidade com normas internacionais, torna-se possível, no longo prazo, construir um sistema de transporte público mais seguro, sustentável e responsável. Em particular, a adoção de normas de segurança funcional como a ISO 26262 é determinante para assegurar que essa transição assenta em bases sólidas.

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